Rede Unida, Encontro Regional Nordeste I 2015

Tamanho da fonte: 
HABILIDADE DOS CONCLUINTES DA GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM SOBRE O PROCEDIMENTO DE SONDAGEM VESICAL DE DEMORA
Lara Laise Alves da Silva, Liliane Ecco, Camylla Cavalcante Soares de Freitas, Jessica Maria Arouca de Miranda, Gabriela de Sousa Martins Melo, Gilson de Vasconcelos Torres

Última alteração: 2015-10-26

Resumo


Introdução: Na sondagem vesical de demora (SVD), considerada um procedimento complexo, torna-se necessário para a sua execução, a aplicação de conhecimentos científicos e a habilidade associada ao saber-fazer, pelo fato da SVD ser um dos principais fatores de risco para infecção em pacientes hospitalizados. 1-3Objetivo: Verificar a habilidade dos acadêmicos do 9° período da graduação em Enfermagem sobre SVD. Método: Estudo descritivo, realizado com 14 participantes, os quais foram avaliados no Departamento de Enfermagem – UFRN, no laboratório de habilidades. Critérios de inclusão adotados: ser regularmente matriculado no 9º período do curso de graduação em enfermagem da UFRN durante a coleta de dados, ter cursado a disciplina de Semiologia e Semiotécnica da enfermagem e estar presente no período da coleta de dados. Verificou-se a habilidade através de uma lista de verificação, contendo 38 passos divididos em blocos (observações iniciais-7, passos da técnica-27 e observações finais-4). Os dados foram categorizados no Excel e processados no SPSS 20.0 através de estatística descritiva. Obteve parecer favorável do Comitê de Ética do HUOL (CAAE 0002.0.294.000-10). Resultados: No bloco de observações iniciais, a quantidade de acertos variou de 4 a 6, com média de 5,2 (desvio padrão-DP=0,80); a etapa de preparação do material necessário para a técnica obteve menor índice de acerto (7,1%) e 100% alunos desenvolveram corretamente a etapa de obtenção do consentimento do paciente e promoção da sua privacidade. Quanto ao bloco passos da técnica, houve grande variação na quantidade de acertos, sendo esta de 12 a 24 passos, média de 17,6 (DP=3,89), a etapa de fixação da sonda na região supra-púbica obteve a menor porcentagem de acerto entre os alunos, com 14,3%. Já referente ao bloco de observações finais, que obteve média de 2,9 (DP=0,86), variando de 1 a 4 acertos, em duas etapas (promover o conforto do paciente e lavagem das mãos) sobressaíram-se com o quantitativo de 85,7% de acerto, diferentemente da etapa de orientação aos cuidados com a SVD que obteve o menor quantitativo de acertos com 35,7%. Conclusão: Pelo fato da SVD ser uma técnica complexa que requer conhecimento e consequentemente maior habilidade, torna-se necessário trabalhar a articulação teoria/prática. Bem como atuar de forma mais contundente nas principais fragilidades, buscando contribuir para formação cada vez mais qualificada, o que irá refletir na qualidade assistência.


Palavras-chave


Enfermagem; habilidade; educação; cateterismo urinário.

Referências


1. Cheraghi MA; Salsali M; Safari M. Ambiguity in knowledge transfer: The role of theory-practice gap. Iran J Nurs Midwifery Res, 2010, 15(4):155-166. Disponivel em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3093182/.

2. Santos AP. Conhecimentos, habilidades e atitudes: o conceito de competências no trabalho e seu uso no setor público. Revista do Serviço Público, 62(4):369-86. Disponível em:http://www.enap.gov.br/index.php?option=com_docman&task=doc_view&gid=3842.

3. Mazzo A; Godoy S; Alves LM; Mendes IAC; Trevizan MA; Rangel EML.  Cateterismo urinário: facilidades e dificuldades relacionadas à sua padronização. Texto & Contexto Enfermagem, 2011, 20(2): 333-9. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tce/v20n2/a17v20n2.pdf.