Rede Unida, 12º Congresso Internacional da Rede Unida

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Avaliação da situação vacinal de escolares e da efetividade de intervenções da atenção básica em uma área de Blumenau-SC
Luiza Pinto de Macedo Soares, Laura Eribam Pureza Zanotto, Miria de Souza Effting, Eduardo José Cecchin, Eduarda Felsky, Karla Ferreira Rodrigues, João Luiz Gurgel Calvet da Silveira

Última alteração: 2015-11-12

Resumo


A vacinação é uma grande conquista da saúde pública brasileira. O Programa Nacional de Imunização (PIN), do Ministério da Saúde, é responsável pelo Calendário Nacional de Vacinação que deve ser cumprido pelos cenários e profissionais do Sistema Único de Saúde e convênios particulares. O calendário é registrado na Caderneta de Saúde que é entregue após o nascimento da criança. O objetivo deste relato foi verificar a aderência a esse direito do usuário em uma unidade de Estratégia de Saúde da Família (ESF), responsável por garantir o seguimento do calendário de vacinação através de campanhas, busca ativa e fornecimento de informações. Para tanto, alunos de uma escola básica integrante do Programa Saúde na Escola tiveram suas cadernetas de saúde checadas referente a sua situação vacinal. O trabalho foi realizado pela ESF Germano Puff e bolsistas do PRÓPET-Saúde da Universidade Regional de Blumenau em parceria com a EEB Max Tavares D’Amaral. Primeiramente a escola solicitou aos responsáveis por seus alunos a caderneta de vacinação num período de uma semana. Assim, a técnica de enfermagem da ESF e três bolsistas compararam o registro vacinal de cada caderneta com o Calendário Nacional de Vacinação. Os dados foram anotados em uma tabela do Microsoft Excel® para análise. Os registros da escola contavam com 271 crianças matriculadas nas turmas de primeiro ao quinto ano do ensino fundamental, sendo 141 do sexo masculino e 130, feminino. A faixa etária trabalhada foi de seis a doze anos e, portanto, todos deveriam ter tido contato com todas as vacinas preconizadas pelo ministério com exceção da dupla do adulto. Oito crianças não participaram do trabalho por terem abandonado a escola e duas por recusa de cooperação dos responsáveis. Os familiares de onze escolares afirmaram terem perdido a caderneta de saúde. Das 250 crianças restantes, apenas três possuíam situação vacinal atrasada e apenas uma estava incompleta com a ausência de todas as doses da vacina de profilaxia da Hepatite B. Os responsáveis pelos escolares com alterações em sua situação vacinal foram informados pela equipe da ESF e pela escola. Ter irregularidades em somente 5,16% da amostra demonstra ótimo resultado do trabalho da escola e ESF. Segundo o ministério, a vacina para hepatite B deve ser administrada até os 19 anos, portanto a criança com essa irregularidade ainda tem possibilidade de atingir a meta em tempo e deve ter orientação direcionada aos pais para completar o esquema vacinal. Quanto às onze crianças cujos responsáveis extraviaram a caderneta, recomenda-se contato com a ESF para fornecimento de uma nova e sua atualização. Para as duas crianças com situação vacinal atrasada, a conduta é a regularização do seu esquema vacinal. Embora grande parte das famílias busque manter o esquema vacinal em dia, há casos em que esquecimentos e perdas podem prejudicar a saúde da criança. Portanto, parcerias entre as ESF’s e escolas da comunidade se fazem necessárias para melhorar e incentivar a atenção à saúde em todos os níveis.

Palavras-chave


Atenção primária à saúde, Saúde escolar, Programas de imunização